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domingo, 2 de outubro de 2016

Marcas

Os meus olhos e o meu silêncio demonstravam o medo que eu sentia. Quando eu me olhava no espelho, dava pra perceber (ainda dá, na verdade) as marcas que o tempo fez, os sonhos que eu acabei deixando pra trás... Eu dei muitos passos desatentos às consequências, já corri muito em busca de uma paz que eu não conseguia encontrar, me quebrei toda por dentro, cheguei a um ponto que não sabia se aguentaria um tombo a mais.
Se antes de fazer tudo que eu fiz, eu soubesse as consequências, soubesse no que as minhas escolhas resultariam, sei que hoje as minhas cicatrizes seriam outras, na verdade não seriam cicatrizes. Mas o que eu aprendi a cada tombo, a cada dor vivida por mim pode até não mudar o que eu passei, mas me revela o que virá no fim.
Porque cada dor, causada muitas vezes por mim mesma, é curada por um amor que não tem explicação. Um amor que me dá forças, me refaz a cada dia. Um amor que me traz uma paz, uma calma que o medo não me deixava sentir. As marcas que o tempo me fez ainda estão aqui, ainda são perceptíveis, mas hoje elas tem outro significado: o meu caminho até Cristo.